Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #16 - 04 01 2026 - domingo, às 8h - Cia. Fagulha

 Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #16

04 de janeiro de 2026 - domingo, às 8h

Cia. Fagulha


 


Conjuntura, Arte e Cultura #16

 

EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA

Programa da Cia. Fagulha

AO VIVO: Domingo, às 8h.

Programa #16

04/01/2026

 

 

Agenor Bevilacqua e Êça Pereira

conversam sobre conjuntura, arte e cultura (no Brasil e no mundo)

 

 

 

 

CONJUNTURA

 

Mundo

 

Imperialismo estadunidense assalta a Venezuela.

a) Sequestro de Nicolas Maduro;

b) Bombardeios em diversos estados venezuelanos;

c) Rapina imperial maquiada de “guerra ao narcotráfico”;

d) Doutrina Monroe 2026;

e) Instituições internacionais inoperantes;

f) EUA ficarão mais seguros após a agressão?

g) EUA são um estado terrorista;

h) Outros países estão imunes ao banditismo estadunidense?

 

 

Brasil

i) Consequências para o Brasil e América Latina;

j) Aplausos de Milei e o repúdio das forças democráticas;

k) Não se transige com o imperialismo.

 

 

 

 

ARTE E CULTURA

 

Cálice – Chico Buarque e Gilberto Gil (1973)

 


Cálice

 

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Pai, afasta de mim esse cálice, pai
Afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta

De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai (pai)
Afasta de mim esse cálice (pai)
Afasta de mim esse cálice (pai)
Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado

Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai (pai)
Afasta de mim esse cálice (pai)
Afasta de mim esse cálice (pai)
Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda (cálice)
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai (pai), abrir a porta (cálice)
Essa palavra presa na garganta

Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai (pai)
Afasta de mim esse cálice (pai)
Afasta de mim esse cálice (pai)
Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno (cálice)
Nem seja a vida um fato consumado (cálice, cálice)
Quero inventar o meu próprio pecado
(Cálice, cálice, cálice)
Quero morrer do meu próprio veneno
(Pai, cálice, cálice, cálice)

Quero perder de vez tua cabeça (cálice)
Minha cabeça perder teu juízo (cálice)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel (cálice)
Me embriagar até que alguém me esqueça (cálice)

 

 

 

Colabore com o Blog do Agenor Bevilacqua Sobrinho



Visite e Colabore:

https://www.ciafagulha.com.br/

 

 

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