Fagulha Entrevista - Carolina Betti Russo - Saúde mental - Depressão - 27 06 2026, às 17h

 Fagulha Entrevista - Carolina Betti Russo

Saúde mental - Depressão





Fagulha Entrevista

Carolina Betti Russo

Saúde mental - Depressão



Entrevista ao vivo – 27/06/2026, sábado, às 17h



 

Fagulha Entrevista – Saúde mental - Depressão

 

Entrevista Carolina Betti Russo

Para dialogar sobre as principais questões de Saúde mental - Depressão

 

 

TEMAS

 

Saúde mental;

Depressão;

Indústria farmacêutica;

Psicoterapia;

Serviços de atenção à saúde mental;

Implicações de fenômenos histórico-sociais na saúde mental.

 

E demais questões enviadas pelos/as internautas.

 

 

 

 

Carolina Maria Nazario Betti Russo

Psicóloga com especialização em gestão de organizações de saúde, preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS), psicopatologia e saúde pública pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente atua como gestora em Caps III.

 

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Fagulha Entrevista - Fernando Bustamante - Saúde mental - Esquizofrenia - 20 06 2026, às 17h

Fagulha Entrevista - Fernando Bustamante

Saúde mental - Esquizofrenia





Fagulha Entrevista

Fernando Bustamante

Saúde mental - Esquizofrenia


Entrevista ao vivo – 20/06/2026, sábado, às 17h


 

Fagulha Entrevista – Saúde mental - Esquizofrenia

 

Entrevista Fernando Bustamante

Para dialogar sobre as principais questões de Saúde mental - Esquizofrenia

 

 

TEMAS

 

Saúde mental;

Esquizofrenia;

Indústria farmacêutica;

Psicoterapia;

Serviços de atenção à saúde mental;

Implicações de fenômenos histórico-sociais na saúde mental.

 

E demais questões enviadas pelos/as internautas.

 

 

 

 

Fernando Bustamante

Doutor em literatura pela USP, formado em psicologia pela São Judas com especialização em Teoria Psicanalítica pela PUC-SP. Trabalha com atendimento clínico e acompanhamento terapêutico desde 2019. É graduando em Saúde Pública pela USP e cursa especialização em psicoterapia asssistida por psicodélicos no Centro Avançado de Medicina Psicodélica. É coautor de “Serotonina: do mito aos fatos” junto ao médico e sociólogo Gilson Dantas. Escreve sobre temas relacionados à subjetividade e corpo, indústria farmacêutica, iatrogenia e medicalização da vida em https://psique.substack.com/

 

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04 de junho de 2026 - 90º Aniversário de nascimento de Oduvaldo Vianna Filho (Vianinha). Por Maria Sílvia Betti

  

04 de junho de 2026 - 90º Aniversário de nascimento de

Oduvaldo Vianna Filho (Vianinha).

Por Maria Sílvia Betti

 



Oduvaldo Vianna Filho pertence a uma geração de dramaturgos duramente desafiados pelas difíceis circunstâncias políticas que foram impostas ao país nas décadas de 1960 e 1970. Dentre todos os seus companheiros de geração, Vianna, por sua ligação com os setores de luta política na base da sociedade, foi talvez o mais intensamente desafiado. Isso não o impediu de problematizar sempre suas próprias escolhas formais e temáticas de artista e de criador: cada etapa de seu trabalho abria-se a considerações em que ele próprio expunha e discutia os bastidores de seu pensamento em bruto diante da matéria a ser figurada na dramaturgia.

Ao mesmo tempo, Vianna priorizou sempre o que entendia ser seu compromisso histórico com o pertencimento a uma totalidade constituída por trabalhadores dentro e fora do teatro, tomado não só como setor de trabalho artístico, mas também de luta por transformações na sociedade de seu tempo:

 

viemos aqui cumprir a nossa missão

a de artistas

não a de juízes de nosso tempo

a de investigadores

a de descobridores

ligar a natureza humana à natureza histórica

não estamos atrás de novidades

estamos atrás de descobertas

não somos profissionais do espanto

para achar a água é preciso descer terra adentro

encharcar-se no lodo

mas há os que preferem olhar os céus

esperar pelas chuvas.

 

(VIANNA FILHO, O. In PEIXOTO, Fernando. Vianinha. Teatro. Televisão. Política. São Paulo: Brasiliense, 1983.)

 

 

Por tudo isso registramos aqui a nossa homenagem aos 90 anos de seu nascimento e a seu trabalho, que nos inspirou sempre e que continua nos inspirando diante dos difíceis tempos que estamos vivendo!






* Maria Sílvia Betti é pesquisadora e docente Sênior no Programa de Estudos Linguísticos e Literários em Inglês-FFLCH/USP. Autora de Dramaturgia comparada Estados Unidos-Brasil.Três estudos. Cia.Fagulha.


Textos dramatúrgicos de Vianinha podem ser encontrados em: 

https://www.ciafagulha.com.br/





Fagulha Entrevista – Carolina Betti Russo e Fernando Bustamante – Saúde mental - 09052026, às 16h

  

Fagulha Entrevista - Carolina Betti Russo e Fernando Bustamante

Saúde mental



Fagulha Entrevista

Carolina Betti Russo e Fernando Bustamante

Saúde mental


Entrevista ao vivo – 09/05/2026, sábado, às 16h


 

Fagulha Entrevista – Saúde mental

 

Entrevista Carolina Betti Russo Fernando Bustamante

Para dialogar sobre as principais questões de Saúde mental

 

 

TEMAS

 

Saúde mental;

Transtornos mentais;

Indústria farmacêutica;

Psicoterapia;

Práticas heterodoxas;

Serviços de atenção psicossocial;

Implicações de conflitos militares na saúde mental.

 

E demais questões enviadas pelos/as internautas.

 

 

 

 

Carolina Maria Nazario Betti Russo

Psicóloga com especialização em gestão de organizações de saúde, preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS), psicopatologia e saúde pública pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente atua como gestora em Caps III.

 

Fernando Bustamante

Doutor em literatura pela USP, formado em psicologia pela São Judas com especialização em Teoria Psicanalítica pela PUC-SP. Trabalha com atendimento clínico e acompanhamento terapêutico desde 2019. É graduando em Saúde Pública pela USP e cursa especialização em psicoterapia asssistida por psicodélicos no Centro Avançado de Medicina Psicodélica. É coautor de “Serotonina: do mito aos fatos” junto ao médico e sociólogo Gilson Dantas. Escreve sobre temas relacionados à subjetividade e corpo, indústria farmacêutica, iatrogenia e medicalização da vida em https://psique.substack.com/

 

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Quem tem medo de Virginia Woolf?, de Edward Albee. Breves observações de análise. Por Maria Sílvia Betti

 

Quem tem medo de Virginia Woolf?, de Edward Albee. Breves observações de análise.

Por Maria Sílvia Betti



Walmor Chagas e Cacilda Becker, na peça Quem tem medo de Virginia Woolf?

 

     Ao escrever Quem tem medo de Virginia Woolf (Who’s afraid of Virginia Woolf?) em 1962, Edward Albee não deixou pedra sobre pedra no que diz respeito à estrutura dramatúrgica de composição de suas personagens e à abordagem da universidade como campo representativo da ideologia dominante do país. O título originou-se em um grafitto que Albee teria visto num café do Greenwich Village, em Nova Iorque, na ocasião em que escreveu a peça, à qual havia inicialmente pensado dar o título, igualmente significativo, de O exorcismo (The exorcism).

     Desde A história do jardim zoológico (The zoo story), seu primeiro texto teatral, de 1959, Albee vinha representando de forma crítica os fundamentos do assim chamado “sonho americano”, versão idealizada da vida na sociedade estadunidense e ao mesmo tempo epicentro da ideologia do Estado, representado como igualitário e democrático.

     Em 1960 essa representação crítica havia sido explicitada por ele numa peça em um ato intitulada, justamente, O sonho americano (The American dream), cujo foco são as distorções assimiladas e reproduzidas dentro da instituição família e da classe média estadunidense.

     Em Quem tem medo de Virginia Woolf (Who’s afraid of Virginia Woolf?) o autor situa seus leitores e espectadores no campus de uma universidade localizada na cidade fictícia de Nova Cartago, na Nova Inglaterra, região nordeste dos Estados Unidos. A localização não poderia ser mais significativa para o papel crítico da peça, pois permite que as associações latentes no texto remetam simbolicamente às raízes da formação histórica e ideológica estadunidense desde a chegada dos colonizadores puritanos (1620), passando pela Guerra de Independência (1776) e consolidando-se por meio de remissões de ironia latente à Antiguidade clássica e ao mundo greco-romano. A Nova Inglaterra é, em larga medida, o nascedouro da cultura capitalista estadunidense, e esta é apresentada na peça em inequívoco processo de desintegração.

     Alguns elementos dignos de nota, no que diz respeito à escritura, são a linguagem, com o uso de expressões de relevo crítico algumas vezes intraduzíveis, o uso mordaz e distanciado de remissões a cantigas infantis (nursery rhymes), o uso simbólico e igualmente distanciador e crítico da idéia de jogos (games) e das personagens como jogadores (players), as falas narrativas das personagens George e Nick remetendo a passagens reveladoras de seus respectivos passados, e os títulos dados aos três atos da peça que, numa gradação crescente iniciada em Divertimento e jogos, Ato I (Fun and games), passa pela Noite das bruxarias, Ato II (Walpurgisnacht) e conduz ao desfecho em O exorcismo, Ato III (The exorcism).

     Com relação às cantigas infantis (nursery rhymes), é importante observar o uso paródico e distanciado que Albee faz delas na peça, explicitando nas falas das personagens inúmeras associações implícitas a aspectos sádicos, já historicamente presentes em suas origens e exacerbados na forma como se repetem em diversas cenas. Pode-se dizer que o que Albee faz a esse respeito tem analogia com o recurso utilizado pelo poeta T.S.Eliot no poema Os homens ocos (The hollow men).

     As quatro personagens da peça são diretamente representativas de pontos nevrálgicos da figuração crítica desse cerne ideológico abordado por Albee: Martha e George, casal de meia idade, respectivamente a filha do presidente da universidade (na nomenclatura estadunidense) e um professor do Departamento de História, residem no campus da universidade, e ao chegarem de uma festa acadêmica do corpo docente (faculty party), aguardam um casal de jovens convidados, Honey e Nick, para um último drinque mais íntimo. Nick é um recém-admitido professor do Departamento de Biologia, que com sua jovem esposa, Honey, provém do Meio Oeste do país, região amplamente associada à representação da mediania e da tipicidade do estilo de vida e pensamento do país no que estes têm de mais centralmente reprodutores do sistema dominante de ideias.

     O pai de Martha é indiscutivelmente o personagem onipresente na peça, mesmo que não apareça em cena em nenhum momento. Tudo o que rege a vida do casal Martha e George é determinado pelas expectativas institucionais ligadas a ele.

     A tensão é o elemento fundamental para a configuração de George como personagem e para sua função de condutor, a partir de certo ponto da peça, dos jogos que culminarão no exorcismo final. Pressionado pelo papel que dele esperava a instituição (o de professor gestor, atuante no sentido de fazer contatos capazes de atrair patrocínios e doações para a universidade) George é alvo de palavras depreciativas de Martha, que o vê como um fracassado. As palavras cáusticas dela, que George revida tanto quanto consegue, vão, pouco a pouco, nos levando a inferir, ao longo da peça, que ele havia sempre priorizado o papel de professor pesquisador, preferindo a biblioteca ao gerenciamento de contatos lucrativos para a esfera administrativa da instituição, e vendo-se frustrado inclusive como autor de um romance cuja publicação foi vetada porque seu conteúdo havia sido considerado excessivamente chocante para os valores da universidade tal como entendida e gerida por seu sogro.

     Sintomaticamente, o cerne compositivo de Quem tem medo de Virgínia Woolf? (Who’s afraid of Virginia Woolf?) converge centralmente para outra figura não materializada em cena: a de um filho único imaginário, produto do pacto afetivo estabelecido entre Martha e George, filho este cuja existência simbólica dependeria do acordo mútuo em não fazerem menção dela a quem quer que fosse. É da quebra deste pacto por Martha, e do exorcismo desta figura idealizada desse filho, que Albee extrai elementos para levar seus leitores e espectadores ao ritual doloroso realizado por George, levando, ao final, às palavras de Martha em resposta à pergunta do estribilho da canção infantil parodiada.

     Honey e Nick, o casal de jovens recém-entronizados nesse mundo acadêmico em clara deterioração intelectual, espelham Martha e George em versão rebaixada: Nick, como personagem, evidencia uma total aceitação de todas as premissas pessoais e institucionais, explícitas ou latentes, necessárias à carreira acadêmica que acaba de iniciar. Ao mesmo tempo, a gravidez histérica de Honey, que no passado recente o havia levado a casar-se com ela, espelha em versão degradada o filho imaginário de Martha e George.

     Como se pode constatar por este breve apanhado, a pauta histórica e simbólica figurada na peça de Albee tem grande envergadura, passando por aspectos históricos, políticos, culturais, comportamentais e afetivos que, em seu conjunto, empreendem um painel contundente e denso de representação crítica de aspectos centrais da ideologia dominante estadunidense.

     No Brasil a encenação de estréia de Quem tem medo de Virginia Woolf? se deu em 1965, tendo Cacilda Becker, Walmor Chagas, Fulvio Stefanini e Lilian Lemertz nos papéis das quatro personagens sob a direção de Maurice Vaneau. Sobre a encenação e particularmente sobre a interpretação de Cacilda e Walmor, Maria Thereza Vargas afirma: “Quem tem medo de Virgínia Woolf? (Who’s afraid of Virginia Woolf?), a última direção de Maurice Vaneau, com Cacilda no elenco, foi sem dúvida o ponto mais alto a que atingiram Walmor e Cacilda em suas carreiras, ricas na decantada interação interpretativa.”

 

 

Referências bibliográficas

 

ALBEE, Edward. Who’s afraid of Virginia Woolf? New York: Atheneum. 1970.

              . Quem tem medo de Virginia Woolf? Tradução de Nice Rossoni. São Paulo: Editora Abril. 1977

ELIOT, T.S. The hollow men. Disponível em: https://www.lcsnc.org/site/handlers/filedownload.ashx?moduleinstanceid=19495&datai d=32553&FileName=The%20Hollow%20Men%20by%20T.%20S.%20Eliot.pdf [Acesso em: 03 de outubro de 2020]

              . Os homens ocos. Tradução de Ivan Junqueira. Disponível em: https://singularidadepoetica.art/2017/04/04/t-s-eliot-os-homens-ocos/ [Acesso em: 03 de outubro de 2020].

VARGAS, Maria Thereza. Cacilda Becker. Uma mulher de muita importância. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado. P. 123-124.



* Maria Sílvia Betti é pesquisadora e docente Sênior no Programa de Estudos Linguísticos e Literários em Inglês-FFLCH/USP. Autora de Dramaturgia comparada Estados Unidos-Brasil.Três estudos. Cia.Fagulha.

 

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Fagulha Entrevista - Carolina Betti Russo - Saúde mental - Depressão - 27 06 2026, às 17h

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