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Documentário - Agora é a nossa vez! Cursinhos Populares - Filme de Danielle Rezera - Sessão Especial

  

Documentário - Agora é a nossa vez! Cursinhos Populares

Filme de Danielle Rezera

Sessão Especial



FFLCH - Sala 230



CPC-UMES




Centro MariAntonia da USP


 


LOGLINE

Diante do abismo educacional e da histórica fome de direitos denunciados por Carolina Maria de Jesus e Clarice Lispector, professores voluntários se tornam a linha de frente da transformação social, mostrando como os cursinhos populares pavimentaram o caminho para se tornarem uma Política Nacional de Estado em 2026.


 

SINOPSE

A história do acesso à educação no Brasil é marcada por abismos. Em 1958, Carolina Maria de Jesus combatia a escravidão moderna da fome; em 1968, Clarice Lispector questionava o distanciamento entre o jovem e a universidade. Na ausência do Estado, quem historicamente estendeu a mão para os estudantes socialmente desfavorecidos? Os cursinhos populares e seus professores. Este documentário mergulha nos bastidores dessa rede de solidariedade, destacando a importância vital dos cursinhos populares e, acima de tudo, a figura do professor. Mais do que lecionar, esses educadores atuam como agentes de acolhimento, transformando a "fome de acesso" em realidade dentro de salas de aula comunitárias. O filme dialoga com esses educadores, mostrando os desafios e a paixão desses professores voluntários que, doando seu tempo e conhecimento, construíram a base para um momento histórico sem precedentes: a criação da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP). Em 2026, com 514 cursinhos beneficiados, o documentário celebra aqueles que sempre acreditaram que a educação de qualidade é um direito, não um privilégio, e que a mudança social começa pela dedicação de quem decide ensinar.

 

 

ENTRADA GRATUITA

 

Data

Horário

Documentário

Agora é a nossa vez! Cursinhos Populares

 

Sessão Especial

28/08/2026

15h às 19h

Universidade de São Paulo

Av. Professor Luciano Gualberto, 403

Butantã - Cidade Universitária, São Paulo

FFLCH – sala 230


30/08/2026

16h às 19h

CPC-UMES

Cine Teatro Denoy de Oliveira

Rua Rui Barbosa, 323

Bela Vista – São Paulo


18/09/2026

14h às 19h

Centro MariAntonia da USP

Sala de Cinema Carlos Reichenbach

Rua Maria Antônia, 294 – Vila Buarque - São Paulo


 

 

 

FICHA TÉCNICA

 

Roteiro, Pesquisa e Direção: Danielle Rezera

1º Assistente de Direção: Agenor Bevilacqua

2ª Assistente de Direção: Giovanna Lourencette

Direção de Fotografia: Agenor Bevilacqua

Fotografia: Nathaly Cristina

Direção de Arte: Danielle Rezera

Gaffer: Iro Alves

Diretor de Som: Geraldo Ribeiro

Assistente de Som: Enzo Ducati

Making Of: Victor Anjos, Agenor Bevilacqua

Maquiagem: Giovanna Lourencette

Logger: Agenor Bevilacqua

Edição: Vladimir Ferrigato

Música: Nossa vez

Letra: Livia Di Fabio, Nietch, Beatriz Ramos

Banda: Nietch Feat Beatriz Ramos e Livia Di Fabio

Produtor Executivo: Agenor Bevilacqua

Produção: Danielle Rezera

Orientação: Prof. Geraldo Ribeiro

 


CAV – Centro de Audiovisual – SBC

 

Fagulha Filmes



Apoio: Cia. Fagulha

Visite e Colabore

https://www.ciafagulha.com.br   




Dramaturgia e luta política nos anos 1960 e 1970: o trabalho de João das Neves (1934-2018) e de Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974) - Disciplina de Pós-graduação. Parte 2 - Por Maria Sílvia Betti

 

Dramaturgia e luta política nos anos 1960 e 1970:

o trabalho de João das Neves (1934-2018) e de Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974)


PARTE 2 da disciplina de pós-graduação do Programa de Artes Cênicas da ECA USP 

Ministrante Profª. Drª. Maria Sílvia Betti  

 

Sextas-feiras das 9h às 12h

 

PRESENCIAL: Edifício Antonio Cândido (PRÉDIO DE LETRAS) DA FFLCH USP, Sala 134, Cidade Universitária Campus do Butantã

 

ONLINE: Enviar número de celular e e-mail informando interesse

Whatspp (11) 99374 - 2566

 

A DRAMATURGIA DE ODUVALDO VIANNA FILHO

 

Aula 10- (18 de outubro). Discussão da peça “Se correr o Bicho pega, se ficar o Bicho come”.

 

Aulas 11 - (25 de outubro) “Papa Highirte” (1968).

 

Aula 12 – (01 de novembro). “A longa noite de Cristal” (1972)

 

Aula 13 – 0(8 de novembro). “Nossa vida em família”. (1971-1972)

 

Aula 14 - (22 de novembro). “Rasga Coração” (1974).

 

Aula 15 – (29 de novembro) Debate final.

 

PROGRAMA, BIBLIOGRAFIA E ACESSO LIVRE AOS TEXTOS PELO MOODLE ABERTO DA DISCIPLINA:

https://edisciplinas.usp.br/course/view.php?id=121269#section-10



PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA: O QUE FAZEMOS? POR QUE PESQUISAMOS? PARA QUEM PESQUISAMOS? POR QUE PESQUISAMOS? QUAIS OS OBJETIVOS?

 

PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA:

O QUE FAZEMOS? POR QUE PESQUISAMOS? PARA QUEM PESQUISAMOS?

POR QUE PESQUISAMOS? QUAIS OS OBJETIVOS?

Maria Sílvia Betti (1)

FFLCH-USP


 

Dentro do Sistema Nacional de Pós-Graduação vigente no Brasil, o funcionamento dos Programas de Pós-Graduação é referendado e avaliado pelas normas da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, uma Fundação do Ministério da Educação).

Todos os cursos de mestrado e de doutorado de instituições públicas e privadas que tenham sido aprovados pela CAPES e reconhecidos pelo Conselho Nacional de Educação passam por uma avaliação periódica por Comitês compostos por assessores externos. Essa avaliação é realizada com base em critérios que a CAPES considera imprescindíveis à excelência acadêmica dentro das diferentes áreas.

São as coordenações das áreas de avaliação da CAPES que definem os indicadores e os critérios específicos a serem utilizados no processo avaliativo. Todo ano, cada Programa de Pós-Graduação precisa inserir no sistema de Coleta de dados da CAPES https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/ as informações detalhadas referentes à sua Proposta de trabalho e ao conjunto da produção bibliográfica, artística ou técnica elaborada por seu corpo docente e discente. Do resultado atingido por Programa na avaliação de sua Proposta e de sua produção resultará uma nota dentro de uma escala de 1 a 7. Dessa nota dependerá o total de recursos que cada um vai receber.

Um dos itens de maior peso na avaliação da Proposta é o da produção intelectual dos docentes: é preciso que cada docente permanente tenha escrito, nos cinco anos que precedem cada avaliação, um mínimo de cinco produções bibliográficas qualificadas (ou seja, publicadas como artigos em periódicos, como livros ou capítulos de livros classificados nos estratos superiores do Qualis, sistema brasileiro de indexação de periódicos e de livros mantido pela própria CAPES).

De acordo com a CAPES, tanto os Programas da área de Artes como os da área de Linguística e Literatura devem atender a essa exigência:

Requer-se que a proposta indique, de cada docente permanente, cinco produções bibliográficas qualificadas (artigos em periódicos, livros ou capítulos de livros). Essas produções devem ter sido realizadas nos últimos cinco anos anteriores ao ano de submissão da proposta, observando-se a modalidade do curso (acadêmica ou profissional) a que o docente se vincula.

Produções qualificadas são as publicadas em periódicos que tenham sido classificados ou indexados de acordo com o que a CAPES considera meritório. A indexação é atualizada anualmente, e segue os critérios definidos com base no número de exemplares circulantes, no número de bases de dados de indexação, no número de instituições que publicam na revista, etc.

O Qualis avalia exclusivamente as publicações previamente informadas pelos programas de pós-graduação na Plataforma Sucupira:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/

O Qualis Capes de indexação de periódicos está estratificado da seguinte forma: as categorias A1 e A2 abrangem os periódicos internacionais considerados de excelência; B1 e B2 abrangem os periódicos nacionais considerados de excelência; B3, B4, e B5 correspondem aos periódicos considerados de “média relevância”, e C abrange os periódicos considerados “não científicos” e inacessíveis para avaliação.

[Fonte: https://doity.com.br/blog/o-que-e-qualis-capes/#:~:text=A1%20e%20A2%3A%20contempla%20peri%C3%B3dicos,cient%C3%ADficos%20e%20inacess%C3%ADveis%20para%20avalia%C3%A7%C3%A3o.]

Os estratos superiores do Qualis, ou seja, A1, A2, B1 e B2, possuem o chamado Fator de Impacto, método avaliativo utilizado pelo Institute for Scientific Information – ISI.

O que é o Fator de Impacto?

O Fator de impacto (Impact Factor) é um método bibliométrico desenvolvido para avaliar a importância dos periódicos científicos em suas respectivas áreas. Esse método foi desenvolvido pelo linguista e empresário Eugene Garfield [1925-2017] com o intuito de assegurar uma forma científica de avaliação apoiada na veracidade das informações, e no número médio de citações de artigos científicos publicados em determinado periódico.

Essas a seguir são explicações extraídas da própria CAPES sobre os critérios que embasam essa avaliação qualitativa baseada do Fator de Impacto:

Como se mede a qualidade da pesquisa publicada? Em várias áreas, há o fator de impacto. Em princípio, este se mede tomando-se uma revista científica, verificando quantas citações revistas científicas qualificadas fizeram de um número dela e dividindo-se esse total de citações pela quantidade de artigos publicados naquele exemplar. Assim, se a revista A publicou 20 artigos, que foram citados 100 vezes, seu fator de impacto é cinco. Mas, se nas outras publicações saiu apenas uma referência a algum daqueles artigos, e nada mais, o fator é 0,05 (ou seja, um dividido por 20). Esta é uma medida bastante sofisticada. Ela significa que não se mede apenas a qualidade da revista, mas o seu “impacto”, ou seja, sua fecundidade. Um trabalho pode ser muito bom, eventualmente, mas não repercutir em nenhuma pesquisa nova. Não será citado, então, e terá sido de certa forma estéril. Mas essa não é uma deficiência do fator de impacto. É que este mede como uma publicação contribui para constituir uma comunidade científica, não apenas a qualidade de artigos isolados. Se há citações, é sinal de que se está construindo um ambiente de diálogo, uma massa crítica, que permitirá que a área avance.

Fonte:

https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/Artigo_10_08_07.pdf

           

Com base nesse método, os periódicos de maior Fator de Impacto fazem jus a faixas de pontuação definidas da seguinte forma:

A1: 100 pontos, impacto igual ou superior a 3,800;

A2: 85 pontos, impacto entre 3,799 e 2,500;

B1: 70 pontos, impacto entre 2,499 e 1,300, e;

B2: 55 pontos, impacto entre 1,299 e 0,001.

Já para os estratos inferiores (B3, B4, B5 e C) não há Fator de Impacto.

B3: 40 pontos;

B4: 25 pontos;

B5: 10 pontos, e;

C (0).

 

A CAPES, nesse mesmo documento disponível em https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/Artigo_10_08_07.pdf, ressalta o que considera serem os benefícios e aperfeiçoamentos resultantes da adoção desses parâmetros em seu modelo mais recente do Qualis. Dentre os mencionados, destacamos os seguintes, extraídos da página 3 do documento:

Utilizar indicadores objetivos e desconsiderar fatores discricionários como pertinência ou relevância do periódico para a área;

O modelo deve incorporar critérios de qualidade externos, ou seja, independente do uso que as áreas fazem dos periódicos;

O modelo deve ser indutor de internacionalização das publicações de artigos e também de indexação de periódicos.

[Disponível em https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/documentos/avaliacao/avaliacao-quadrienal-2017/DocumentotcnicoQualisPeridicosfinal.pdf]

 

O que depreendemos desses três tópicos destacados acima pode ser resumido da seguinte forma:

 1) para a CAPES as métricas de indexação prevalecem sobre critérios como relevância e pertinência, considerados discricionários, e prevalecem também sobre a utilidade que o artigo, capítulo ou livro avaliado tem para a área ou Programa.

2) Para a CAPES a internacionalização das publicações e a indexação dos periódicos é o objetivo central a ser induzido.

Com base no que podemos deduzir desse breve resumo feito até aqui, extraímos as seguintes conclusões:

1)      Para a CAPES, o valor da produção intelectual de cada Programa e de cada docente ou discente só será reconhecido se for submetido a esses processos bibliométricos de avaliação, e se, dentro deles, fizer jus a uma classificação tida como meritória. Fora desse universo mensurável e quantificável a produção intelectual não tem sequer existência reconhecida. Uma publicação terá valor para a CAPES se, dentro desses parâmetros, conseguir provar que contribui para a formação de comunidades científicas novas, ou se provar que foi capaz de ser citada por comunidades científicas já devidamente consolidadas. O raciocínio de base é: se uma publicação é citada, isso indica que ela está contribuindo para que haja avanço por parte da área a que se liga. Para mensurar e comprovar o número de citações atingido por docente, a CAPES passou a assinar diversas bases de dados, além de disponibilizar em seu Portal de Periódicos a consulta a um grande número de outras. Veja-se https://www.periodicos.capes.gov.br/images/documents/Manual_AdminIP_AdminIES.pdf

 

2)      Publicar em um periódico Qualis A1 ou A2 passou a constituir um fim em si mesmo em muitos programas de pós-graduação, já que não há outra forma de reconhecimento da produção intelectual de docentes e discentes. Complementarmente, podemos acrescentar que a exigência de comprovação da publicação de cinco publicações qualificadas nos cinco anos que precedem a avaliação da Proposta de cada programa, é, para um número crescente de docentes em um número crescente de Programas, a única forma aceita para evitar o descredenciamento para pesquisa e orientação e até (dependendo da fase da carreira em que se encontra o docente) o rebaixamento de regime de trabalho.

Essas informações e reflexões aqui compartilhadas respondem de forma inequívoca às perguntas do título: o que fazemos? Por que pesquisamos? Para quem pesquisamos? Por que pesquisamos? Quais os objetivos?


______________________________________

 

(1) Maria Sílvia Betti é pesquisadora e docente Sênior no Programa de Estudos Linguísticos e Literários em Inglês da FFLCHUSP. Autora de Dramaturgia comparada Estados Unidos-Brasil. Três estudos. São Bernardo do Campo-SP: Cia. Fagulha, 2017. Organizadora da Coleção Oduvaldo Vianna Filho de dramaturgia (Editora Temporal).



Colabore com o Blog do Agenor Bevilacqua Sobrinho

 

 

Leitura de “Rasga Coração”, de Oduvaldo Vianna Filho, na FFLCH-USP

Leitura de “Rasga Coração”, de Oduvaldo Vianna Filho,
na FFLCH-USP

Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha.

Quinta-feira, 28/02/2019
FFLCH – USP
Av. Prof. Luciano Gualberto, 403 - Butantã, São Paulo - SP, CEP: 05508-010
Prédio de Letras, sala 202
Como chegar: Av. Prof. Luciano Gualberto, 403 - Butantã, São Paulo - SP
Horário: 13h30 às 16h
Gratuito

1. A luta contra o autoritarismo no Brasil.
2. Classes dominantes brasileiras têm ojeriza a direitos trabalhistas e sociais.
3. Conservadores e reacionários no país de imensas desigualdades.
4. Teatro épico.
5. Síntese histórica de 70 anos do Brasil.
6. Teoria da História.
7. A repressão e a resistência político-cultural.
8. Conflito de gerações.
9. Pretensas novidades e supostos emboloramentos.
10. A batalha cotidiana.


***** 


Conheça a nova edição do livro:


Rasga Coração
Autor: Oduvaldo Vianna Filho
Editora: Temporal
ISBN 13:       978-85-53092-00-0 (Texto)
Páginas:       184
ISBN 13:       978-85-53092-01-7 (Dossiê de pesquisa)
Páginas:       316







Tel.: (011) 95119-8357



Fagulha Entrevista – Patrick Sanches – Crise da Educação em São Paulo - 09 09 2026, às 20h

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