Entrevista ao vivo – 05/01/2026, segunda-feira, às 17h
Fagulha Entrevista – Política
Entrevista Flávio Aguiar
Para dialogar sobre as principais questões da conjuntura
TEMAS
Imperialismo de Trump,
Agressão à Venezuela,
Sequestro de Nicolás Maduro,
Leis internacionais rasgadas.
E demais questões enviadas pelos/as internautas.
*Flávio Aguiar, jornalista e escritor, é professor aposentado de literatura brasileira na USP. Autor, entre outros livros, de Crônicas do mundo ao revés (Boitempo). [https://amzn.to/48UDikx]
conversam sobre conjuntura, arte e cultura (no Brasil e no mundo)
CONJUNTURA
Mundo
Imperialismo estadunidense assalta a Venezuela.
a) Sequestro de Nicolas Maduro;
b) Bombardeios em diversos estados venezuelanos;
c) Rapina imperial maquiada de “guerra ao narcotráfico”;
d) Doutrina Monroe 2026;
e) Instituições internacionais inoperantes;
f) EUA ficarão mais seguros após a agressão?
g) EUA são um estado terrorista;
h) Outros países estão imunes ao banditismo estadunidense?
Brasil
i) Consequências para o Brasil e América Latina;
j) Aplausos de Milei e o repúdio das forças democráticas;
k) Não se transige com o imperialismo.
ARTE E CULTURA
Cálice – Chico Buarque e Gilberto Gil (1973)
Cálice
Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Pai, afasta de mim esse cálice, pai Afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga Tragar a dor, engolir a labuta Mesmo calada a boca, resta o peito Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa Melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta Tanta mentira, tanta força bruta
Pai (pai) Afasta de mim esse cálice (pai) Afasta de mim esse cálice (pai) Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Como é difícil acordar calado Se na calada da noite eu me dano Quero lançar um grito desumano Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa Atordoado eu permaneço atento Na arquibancada pra qualquer momento Ver emergir o monstro da lagoa
Pai (pai) Afasta de mim esse cálice (pai) Afasta de mim esse cálice (pai) Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
De muito gorda a porca já não anda (cálice) De muito usada a faca já não corta Como é difícil, pai (pai), abrir a porta (cálice) Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo De que adianta ter boa vontade Mesmo calado o peito, resta a cuca Dos bêbados do centro da cidade
Pai (pai) Afasta de mim esse cálice (pai) Afasta de mim esse cálice (pai) Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Talvez o mundo não seja pequeno (cálice) Nem seja a vida um fato consumado (cálice, cálice) Quero inventar o meu próprio pecado (Cálice, cálice, cálice) Quero morrer do meu próprio veneno (Pai, cálice, cálice, cálice)
Quero perder de vez tua cabeça (cálice) Minha cabeça perder teu juízo (cálice) Quero cheirar fumaça de óleo diesel (cálice) Me embriagar até que alguém me esqueça (cálice)