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Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #19 - 05 02 2026 – quinta-feira, às 8h - Cia. Fagulha

 


 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #19

05 de fevereiro de 2026 – quinta-feira, às 8h

Cia. Fagulha


 

Conjuntura, Arte e Cultura #19

 

Programa da Cia. Fagulha

AO VIVO: Quinta-feira, às 8h.

Programa #19

05/02/2026

 

 

Agenor Bevilacqua e Êça Pereira

conversam sobre conjuntura, arte e cultura (no Brasil e no mundo)

 

 

 

 

CONJUNTURA

 

 

Mundo

 

1. EUA x Irã

 

 

Brasil

 

1. Os grampos ilegais de Sérgio Moro

2. Escola cívico-militar em SP: um desastre anunciado

 


ARTE E CULTURA

 

Jogo do poder (2019) — Drama político

2h04m

Direção e Roteiro: Costa-Gravas

Título original: Adults In the Room

França/Grécia

 

 

Colabore com o Blog do Agenor Bevilacqua Sobrinho




Visite e Colabore:

https://www.ciafagulha.com.br/

 





 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #18

https://www.youtube.com/watch?v=QqeKYqf3gX8

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #17

https://www.youtube.com/watch?v=HrTxoMhjl3w

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #16

https://www.youtube.com/watch?v=xqyJp7HRZtQ

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #15

https://www.youtube.com/watch?v=kbOK0ajmVFw

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #14

https://www.youtube.com/watch?v=N45l_zTJK2g

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #13

https://www.youtube.com/watch?v=xJxO0e8-2kk

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #12

https://www.youtube.com/watch?v=oJ3as0rcrks

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #11

https://www.youtube.com/watch?v=or37QnKJRRE

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #10

https://www.youtube.com/watch?v=ZJy9pGxxO8M

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #9

https://www.youtube.com/watch?v=KRmOwehyaLA

 

Conjuntura, Arte e Cultura – Programa #8

https://www.youtube.com/watch?v=YfDBeSJbi58

 

Conjuntura, Arte e Cultura – Programa #7

https://www.youtube.com/watch?v=_nb76LvL-Yo

 

Conjuntura, Arte e Cultura – Programa #6

https://www.youtube.com/watch?v=Q0Uhh7D88ds

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #5

https://www.youtube.com/watch?v=mcu6X2XRFCM

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #4

https://youtube.com/live/V8hwrTEz5T8

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #3

https://youtube.com/live/ug8VzaRejW8

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #2

https://youtube.com/live/DTo7u9iajFQ

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #1

https://youtube.com/live/5_IsFJrDnWU 



A Europa entra numa montanha russa. Por Flávio Aguiar

 

A Europa entra numa montanha russa. Por Flávio Aguiar

Tarifaço de Trump: europeus morderão a isca?

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, jogou a Europa numa montanha russa. Ao dizer isto não estou me referindo ao fato dele propor-se a negociar a situação da Ucrânia diretamente com Moscou. Refiro-me, isto sim, ao sobe-desce e aos solavancos em que ele atirou o continente com seu tarifaço da semana passada e seu recuo parcial na sequência.

Digo “recuo parcial” porque ele apenas suspendeu a sua aplicação aos países europeus por noventa dias, ao invés de revogar o tarifaço. Ao mesmo tempo, num primeiro momento manteve sua aplicação e elevou-o a 145% para a China. Depois recuou de novo, isentando do tarifaço produtos eletrônicos chineses importados pelas big techs dos Estados Unidos. Fica a dúvida sobre o porquê deste último recuo: se foi a pressão das empresas norte-americanas, ou o contra-tarifaço chinês, taxando em 125% produtos dos Estados Unidos.

A presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que anunciara a adoção de tarifas suplementares sobre produtos norte-americanos em retaliação, voltou atrás, também suspendendo sua aplicação imediata, embora as taxas extras sobre alumínio, aço e veículos europeus estejam mantidas. Complementando o vaivém, disse que a Europa está pronta para negociar as medidas com os Estados Unidos, mas também está pronta para “defender seus interesses”. Ou seja, deu uma no cravo e outra na ferradura.

No domingo Maros Sefcovic, membro da Comissão Europeia e o seu encarregado da pasta de Comércio e Segurança Econômica, seguiu para Washington a fim de tentar um acordo sobre as tarifas. E von der Leyen acenou com a proposta de reduzir a zero as tarifas mútuas sobre produtos industrializados.

Por outro lado, apesar do esforço por parte dos líderes europeus para demonstrarem unidade, a conjuntura voltou a expor algumas de suas diferenças. Ao invés da cautela demonstrada por von der Leyen, o ainda vice-chanceler e ministro da Economia alemão, Roberto Habeck, do Partido Verde, qualificou as medidas de Trump como “absurdas”. Bernd Lange, presidente do Comitê para o Comércio Internacional do Parlamento Europeu, qualificou as medidas de “injustas” e ironizou a declaração de Trump, para quem o tarifaço era o “dia da libertação” dos Estados Unidos, dizendo que ele era, na verdade, o “dia da inflação” para os consumidores norte-americanos e europeus.

Um conceito que pode ajudar a entender o que está acontecendo é o de “estado de exceção”, estudado pelo filósofo italiano Giorgio Agamben a partir de sua formulação pelo jurista alemão Carl Schmitt, simpático aos nazistas, nos anos 20 e 30 do século passado.

O conceito qualifica o comportamento de um governante que chega ao poder obedecendo as regras de um sistema político, mas a seguir as afronta ou suspende, mergulhando a sociedade primeiro num estado caótico de anomia e depois numa situação em que ele dita e aplica novas regras, como fizeram Hitler e Mussolini.

De certo modo, é o que Trump está tentando fazer dentro e fora dos Estados Unidos. O governante do estado de exceção não tem propriamente aliados. Em seu lugar, acolhe vassalos, que trata bem se lhe obedecem ou agride e descarta se a ele se opõem.

É como Trump e sua equipe vem tratando a Europa e outros países, querendo mantê-los ou reconduzi-los ao aprisco hegemônico dos Estados Unidos, cujo vetor principal, no momento, é o de conter e reverter a presença chinesa no comércio e na geopolítica internacionais. Também está claro o objetivo de atrair a Rússia, afastando-a da aliança com a China.

O anúncio e o recuo parcial do tarifaço em relação à Europa cumpre este objetivo: a mão que ameaça é a mesma que acena com a promessa de recompensa por um bom comportamento.

Fica por ver se os europeus, com suas convergências e divergências, morderão a isca.


*Flávio Aguiar, jornalista e escritor, é professor aposentado de literatura brasileira na USP. Autor, entre outros livros, de Crônicas do mundo ao revés (Boitempo). [https://amzn.to/48UDikx]

 

 

 

 

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