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Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #12 - 30 de novembro de 2025 - domingo, às 20h - Cia. Fagulha

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #12

30 de novembro de 2025 - domingo, às 20h

Cia. Fagulha

 

Conjuntura, Arte e Cultura #12

 

 

Programa da Cia. Fagulha

AO VIVO: Domingo, às 20h.

Programa #12

30/11/2025.

 

 

Agenor Bevilacqua e Êça Pereira

conversam sobre conjuntura, arte e cultura (no Brasil e no mundo)

 

 

 

CONJUNTURA

 

Brasil

 

1. Sonegação de impostos e laços com o crime organizado;

 

2. Significado histórico da punição de generais e outros oficiais pela tentativa de golpe;

 

3. Congresso Nacional: interesses particulares dominam a casa do povo.

 

 

 

ARTE E CULTURA

 

Gracias a la vida (Violeta Parra)

 


Agradeço à vida (Letra e música: Violeta Parra)

Gracias a la vida (Letra y música: Violeta Parra)

 

Agradeço à vida, que tem me dado tanto

Gracias a la vida, que me ha dado tanto


Me deu dois olhos, que quando os abro

Me dio dos luceros, que cuando los abro


Distingo perfeitamente o preto do branco

Perfecto distingo lo negro del blanco


E no alto céu, seu fundo estrelado

Y en el alto cielo, su fondo estrellado

E nas multidões, o homem que eu amo

Y en las multitudes, el hombre que yo amo

 

 

Agradeço à vida, que tem me dado tanto

Gracias a la vida, que me ha dado tanto


Me deu o ouvido, que com todo seu tamanho

Me ha dado el oído, que en todo su ancho


Grava dia e noite, grilos e canários

Graba noche y días, grillos y canarios

Martelos, turbinas, latidos, aguaceiros

Martillos, turbinas, ladridos, chubascos


E a voz tão terna do meu bem-amado

Y la voz tan tierna de mi bien amado

 

 

Agradeço à vida, que tem me dado tanto

Gracias a la vida, que me ha dado tanto


Me deu os sons e o alfabeto

Me ha dado el sonido y el abecedário


E com ele, as palavras que eu penso e declaro

Con él, las palabras que pienso y declaro

Mãe, amigo, irmão, e luz iluminando

Madre, amigo, hermano, y luz alumbrando


O caminho da alma de quem estou amando

La ruta del alma del que estoy amando

 

 

Agradeço à vida, que tem me dado tanto

Gracias a la vida, que me ha dado tanto

Me deu a marcha de meus pés cansados

Me ha dado la marcha de mis pies cansados

Com eles, atravessei cidades e poças

Con ellos, anduve ciudades y charcos


Praias e desertos, montanhas e planícies

Playas y desiertos, montañas y llanos


E sua casa, sua rua e seu quintal

Y la casa tuya, tu calle y tu patio

 

 

Agradeço à vida, que tem me dado tanto

Gracias a la vida, que me ha dado tanto

Me deu o coração, que perde o compasso

Me dio el corazón, que agita su marco

Quando olho o fruto do cérebro humano

Cuando miro el fruto del cerebro humano


Quando olho o bom tão longe do mal

Cuando miro el bueno tan lejos del malo


Quando olho o fundo de seus olhos claros

Cuando miro el fondo de tus ojos claros

 

 

Agradeço à vida, que tem me dado tanto

Gracias a la vida, que me ha dado tanto

Me deu o riso e me deu o pranto

Me ha dado la risa y me ha dado el llanto


Assim eu distingo alegria da dor

Así yo distingo dicha de quebranto

Os dois materiais que formam meu canto

Los dos materiales que forman mi canto

E o canto de vocês que é o mesmo canto

Y el canto de ustedes que es el mismo canto

E o canto de todos que é meu próprio canto

Y el canto de todos que es mi propio canto

 

Agradeço à vida

Gracias a la vida

  

 

 

Colabore com o Blog do Agenor Bevilacqua Sobrinho



Visite e Colabore:

https://www.ciafagulha.com.br/

 

 

Promoção continua: Para comemorar a prisão do chefe da organização criminosa golpista e de seus cúmplices, a Editora Cia. Fagulha concede 20% de desconto em seus títulos próprios até o final de dezembro de 2025.

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #11

 

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Conjuntura, Arte e Cultura – Programa #8

 

Conjuntura, Arte e Cultura – Programa #7

 

Conjuntura, Arte e Cultura – Programa #6

 

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Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #4

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #3

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #2

 

Conjuntura, Arte e Cultura - Programa #1



Fagulha Entrevista - Maria Aparecida de Aquino – Golpes de Estado no Brasil

  

Fagulha Entrevista - Maria Aparecida de Aquino

Golpes de Estado no Brasil



Entrevista ao vivo - 09/05/2025, sexta-feira, às 17h

 

Fagulha Entrevista - Política Nacional

 

 

 

Fagulha Entrevista

Maria Aparecida de Aquino

Golpes de Estado no Brasil

 

Entrevista Maria Aparecida de Aquino (Historiadora-USP)

para dialogar sobre as principais questões da Política Nacional.

 

TEMAS

·       Golpes de Estado: 

1.     Conjuntura de 1964 e os antecedentes do golpe; base de apoio político, econômico, social e militar (de João Goulart e dos golpistas); as promessas dos golpistas e a realidade de 21 anos de ditadura; a oposição à ditadura civil-militar;

 

2.      2005. AP-470, vulgo mensalão. Tentativa de golpe?

 

3.      O golpe de 2016 (semelhanças e diferenças do golpe de 1964); o alcance e os limites do golpe de 2016; 

 

4.      A tentativa de golpe de 08/01/2023 (motivações, já acabou?, porque fracassou?);

 

5.      Conceitos de Democracia e Ditadura.


E demais questões enviadas pelos/as internautas.

 

 

*Maria Aparecida de Aquino, historiadora, é professora titular aposentada da Faculdade de História da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP).

 

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Como funciona a teoria do caos na prática. Parte 1 e 2. Por Agenor Bevilacqua Sobrinho


Como funciona a teoria do caos na prática. Parte 1 e 2. 
Por Agenor Bevilacqua Sobrinho [1]


Como funciona a teoria do caos na prática. Parte 1
Publicado originalmente em:

Teoria do caos: Ou como se apropriar do que é dos outros implantando o caos.
1. Todos/as que têm mais de dois neurônios (ops!, isso exclui patOtários e assemelhados) sabem que o Brasil sofreu um golpe de Estado.
2. Temer/Bolsonaro é o retrato de seus apoiadores (os golpistas profissionais, que se locupletam com o golpe; e os patOtários, que serão prejudicados pelas “reformas” do usurpador).
3. Muitos/as acreditam, com certa razão, que a incompetência de Temer/Bolsonaro e seus bajuladores é a responsável pelo caos que assistimos ao vivo, 24 horas por dia, desde a ascensão da guadrilha PMDB&PSDB, sem votos (sem legitimidade), ao poder.
4. Entretanto, apesar de concordarmos com o fator incompetência, amplamente identificado por analistas de diversos quadrantes, acreditamos que haja uma força gravitacional mais forte a presidir esse estado de coisas.
5. Não, leitores/as, não estamos nos referindo a forças sobrenaturais, diabólicas ou congêneres.
6. Sempre seguindo a racionalidade, para não cairmos em desvãos desnecessários e improdutivos, chegamos a conclusão distinta de demais observadores/as da realidade brasileira e de seu real significado.
7. Entendemos que as teorias mais simples são mais capazes de explicar um fenômeno do que as mais complexas.
8. Portanto, a atenção ao que é escancarado, porém utilizado em outras ocasiões como fator de distração, pode ser a chave de compreensão que buscamos para responder ao questionamento principal sobre o que ocorre no Brasil.
9. Nesse sentido, chegamos à seguinte conclusão: o caos instalado no país é produzido de forma deliberada. Antes de ficarem assustados/as e/ou incrédulos/as, acompanhem até o último item.
10. Como funciona a teoria do caos na prática? É muito fácil. Vejamos como as coisas se sucederam do golpe para cá:
10.1 Golpe de Estado parlamentar-jurídico-policial-midiático-financeiro apeou do poder uma presidenta honesta e empossou uma quadrilha, sem votos, para assaltar sem restrições o Estado e entregar as riquezas do Brasil às multinacionais (questão geopolítica colonial), que ofereceram suporte de diversas naturezas aos golpistas internos.
10.2   Destruir direitos sociais e políticos, entregar de bandeja a soberania nacional, ou seja, todas as riquezas e patrimônios do povo brasileiro.
10.3 Esses compromissos assumidos pelos usurpadores tiveram aval/beneplácito das instituições que, legalmente, estariam encarregadas de bloquear o estupro da Constituição, mas fizeram vistas grossas à passagem e marcha batida do exército imperial, diretamente, ou através de seus acólitos domésticos.
10.4 Os enormes déficits fiscais do (des)governo Temer/Bolsonaro subirão de forma ainda mais gravosa. Chegaremos em breve à insolvência e paralisia de serviços públicos numa conjuntura de depressão econômica, na qual parcelas significativas das classes médias estão se proletarizando e não terão a oferta de serviços básicos do SUS (contra os quais vociferavam) e demais atendimentos do Estado, em processo de contínuo ataque e sabotagem pelos neoliberais tresloucados e suas fórmulas mágicas de acabar com a pobreza aniquilando os pobres.
10.5 Ou seja, quando (quase) todos/as estiverem convencidos de que não há saída, os luminares de tais catástrofes, com o cinismo peculiar, oferecerão a redenção do caos por eles promovido.
10.6 Então, ouviremos em cadeia nacional, um representante das oligarquias (seus porta-vozes, por exemplo) apresentar, como salvação única e emergencial, a entrega da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, das terras, ares e mares, quer dizer, de tudo, ao Grande Irmão do Norte, que, justificadamente, em sua imensa... (imagem desloca-se para o real mandante; opção de áudio original em inglês ou dublagem):
“Afeição por esses tristes tópicos, assumirão o sacrifício de gerir aquilo que os brazucas são incapazes. É claro que haverá custos para tomarmos essas responsabilidades. O pedágio, naturalmente, conduzirá à transformação dessas terras do Sul em protetorados. E para que esse povinho selvagem seja, finalmente, civilizado, distribuiremos cursinhos de inglês online gratuitos, cuja única lição será aprender a dizer: ‘Yes, sir!’. Não é uma maravilha?”, indaga envaidecido o Tio Sam.
10.7 Teremos o coro uníssono de patOtários ecoando Brasil afora a lição gentilmente ensinada: “Yes, sir!”
10.8 O analfabetismo político tem cura. O caos foi meticulosamente planejado para, ao final, aparecer com a “única resposta” ao problema que interessa às oligarquias internacionais e suas subalternas “nacionais” em nosso território.
10.9 Não somos obrigados a passar por todas as etapas do golpe e, bovinamente, ficarmos lamentando a fascistização do país.
10.10 Vamos resistir?


Palavras-chave, Parte 1
Brasil colonial, Como funciona a teoria do caos na prática, destruição de direitos sociais e trabalhistas, fim da Soberania, Golpe de Estado, protetorado, quadrilha, teoria do caos, Tio Sam, yes sir.



Como funciona a teoria do caos na prática – Parte 2



Teoria do caos:
Plante o caos e colha a Eletrobras, Petrobras, Casa da Moeda, BB, CEF etc.
Baratinho, baratinho...
Quiçá, de graça!
KKK! (Ku Klux Klan)

1. Em Como funciona a teoria do caos na prática – Parte 1, demonstramos a estratégia pela qual os senhores das Casas Grandes (estrangeira e doméstica) resolveram tomar de assalto o poder, via golpe de Estado, para levar na mão grande o patrimônio do povo brasileiro construído por diversas gerações.
2. O PCC – Primeiro Comando do Capital [não confundir com o sócio homônimo, o da Capital, incumbido do varejo] administra a expansão do caos para oferecer a redenção da “eficiência do livre mercado” e outras quimeras facilmente assimiladas por lobotomizados patOtários.
3. A devastação operacionalizada pelos cortes orçamentários draconianos — aparentemente ofertados aos narcotizados da Globonews como resposta correta “à ineficiência do setor público” —, visa fomentar na massa boçal de camisetas da cbf a impressão de que apenas a privataria total e ilimitada poderia nos retirar do fundo do poço incessantemente cavado pelos mesmos promotores que oferecem, novamente, a “solução” do entreguismo despudorado.
4. O país fica de joelhos (ou de quatro?) aguardando as “boas novas” arquitetadas em suas costas.
5. Multinacionais, lambendo os beiços famintos diante da pusilanimidade da presa, ordenam a sequência dos pratos do menu nacional a serem servidos pelos mercenários colocados no poder sem votos.
6. Algumas famílias cultivam um interno folclore histórico de que algum de seus membros teriam, em um passado remoto, sido trocados pelo próprio peso em ouro para resgatá-los da lambança de haver supostamente comprado uma máquina de fazer dinheiro nos EUA e evitar a pena de morte naquele país. O janota peralta voltaria para o seio familiar oligárquico, cujas economias ficaram irremediavelmente combalidas.
7. No caso tupiniquim, a quadrilha que se apropriou ilegitimamente do poder — avalizada pelo Judiciário, mídia corporativa, MP, polícias e demais integrantes da orquestra conservadora/reacionária —, tem um apetite inesgotável, pantagruélico e absolutamente infinito.
8. Nada melhor do que ter sua própria Casa da Moeda, privatizando-a, para emitir sem restrições o numerário requerido pelos colarinhos brancos das hienas golpistas.
9. A paga pelos serviços sujos de aniquilar a construção do Brasil pelo tsunami neoliberal, finalmente, encontrou um meio de satisfazer a necessidade de acalmar as panças oceânicas das excelências comedoras de dinheiro.
10. De seu lado, os agentes internacionais do golpe, entendendo a disposição no auxílio inexcedível de dilapidar o país em seus prepostos, resolveram acelerar o bote e roubar tudo em “24 horas”.
11. A justiça burguesa aquiesce, pois compreende que o saque colonial é “pró-mercado”, nas gentis palavras de um dos chefetes designados para abrir alas aos conquistadores ávidos do alheio, mas sem obrigação de enviar a 4ª Frota ou qualquer arsenal, dada as condições de completa inexistência de anteparos e defesas edificadas, que, se houvessem, poderiam ao menos esboçar alguma reação à marcha atroz de exércitos inimigos. 
12. Uns nomeariam como Cavalos de Troia esses doadores da riqueza nacional.
13. Na realidade, não importam tanto as nomenclaturas, mas a ação deletéria destruidora de esperanças futuras porque o próprio presente coletivo é enterrado sem-cerimônia pelo movimento Brasil livre: de leis protetivas aos trabalhadores; de respeito por sua gente mais humilde; de regulações econômicas e sociais contra a voracidade capitalista; de dignidade e esperança para 99% da população.
14. Entretanto, mesmo os maiores impérios não saem impunes de suas ações criminosas. A aparente calmaria desfrutada pelos salteadores não é eterna. Não apenas homens-bomba estão digerindo, como, também, semeiam dispositivos de revolta sequer imaginados por essas plagas.
15. Nesse sentido, Temerlão / Bolsolão são apenas súditos do Big Boss.
16. Como Eduardo Cunha, que tivera livre trânsito em seus delitos para trucidar a democracia embrionária no país, Temer/Bolsonaro e seus comparsas igualmente serão poupados, uma vez que realizam ordens superiores advindas do Grande Irmão do Norte.
17. Os bambus e outras obsolescências embusteiras serão exibidos a mancheia pelos gentis procuradores, em sua encenação ilusória de resistência das personagens ‘destemidas’ em nada fazer de concreto para deter os gângsteres.
18. Como sabemos, as vulgaridades dos apoiadores nazistas-cristãos permitiram o rompimento de diques e, agora, os que não tiverem os equipamentos de segurança de emergência serão tragados pela correnteza cruel e soterradora do neoliberalismo.
19. Estamos diante de mais um capítulo da luta de classes, a mesma que os patrões alegam não existir.
20. Do mesmo jeito que catequizam com o embuste de que “falar em esquerda e direita é ultrapassado”.
21. Terminamos por aqui como fizemos na Parte 1.
22. Não somos obrigados a passar por todas as etapas do golpe e, bovinamente, ficarmos lamentando a fascistização do país.
23. Vamos resistir?


Palavras-chave, Parte 2
Cavalo de Tróia, Como funciona a teoria do caos na prática 2, entreguismo, esquerda e direita em política, imperialismo, KKK, Ku Klux Klan, luta de classes, neoliberal, Privataria, rentistas, resistência.



[1] Agenor Bevilacqua Sobrinho é doutor em Artes Cênicas pelo CAC/ECA-USP e Mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (IA-UNESP). É pesquisador do Grupo de Pesquisa “Estudos histórico-críticos e dialéticos de teatro estadunidense e brasileiro” (CNPq). Editor, dramaturgo e escritor, é autor de Atualidade/utilidade do trabalho de BrechtA LenteA Guerra de YuanO Rato Pensador (todos pela Editora Cia. Fagulhawww.ciafagulha.com.br ) e de vários artigos publicados em revistas especializadas. E-mail: editora@ciafagulha.com.br



Conheça do mesmo autor:


Autor: Agenor Bevilacqua Sobrinho
Editora: Cia. Fagulha
ISBN 13:       978-85-68844-00-7
Páginas:       136





WhatsApp.: (011) 95119-8357



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